quarta-feira, 27 de junho de 2007

Sair ou não do armário? Eis a questão.

Acredito ser este, um tema polêmico. Tema tal, que reitera bons argumentos tanto a favor quanto contra. Vamos a uma breve explanação sobre a essência das duas alas.

Os favoráveis à saída do armário enfatizam que não é possível viver duas vidas, que é o mesmo que se enganar. Levam em consideração até princípios constitucionais de liberdade, igualdade, etc. Acreditam que uma vida, fingindo ser o que não se é, é uma vida perdida, atribuindo inclusive, preceitos de coragem, auto-aceitação, e busca pelo respeito de quem realiza o feito. Nestas idéias, determinadas pessoas que defendem a causa, consideram que quem não sai do armário, não é digno de respeito entre homossexuais.

Os desfavoráveis enfatizam, entretanto, outro também princípio constitucional de direito à privacidade. Entendendo que absolutamente ninguém, fora de quatro paredes, necessita saber o que, dentro, lá ocorre. Levam em consideração que respeito não se adquire necessariamente expondo questões em sua vida que absolutamente em nada interferirão na realização de seu trabalho, na convivência em sociedade, ou em qualquer outra questão cotidiana. Entendem ainda que auto-aceitação é interna, e que sair do armário nada tem a ver com coragem em si, mas com liberdade de não ter que necessariamente realizar o padrão de conduta homossexual de "assumir-se".

Pessoalmente acredito que, diante de todos os argumentos de ambas as partes, não cabe questionar atitudes de quem prefira este a aquele. Há quem se sinta mais realizado defendendo o direito de ser o que se é, e nem por isso, ser menos do que qualquer outra pessoa - o que é bastante louvável. E há quem, mesmo sendo homo, não é um carregador nato da bandeira por talvez, nem mesmo enxergar diferença entre a sexualidade, priorizando antes de tudo, os seres humanos e não suas divisões em blocos - o que também o é.

Assumir-se ou não homossexual, em minha opinião, tem mais a ver com escolha de uma pessoa, do que com coragem. E escolhas, mesmo podendo ser questionadas, são itens que variam com o tempo. Tempo este, pessoal ou da própria sociedade. Fato é que não necessariamente todas as pessoas sentem liberdade quando assumem-se gays, até porque neste contexto, estaríamos delimitando e regrando uma palavra que, por definição, não aceita muitas regras.

Em resumo, o que vale é o direito de escolha e o respeito, de heteros e homos, pelas escolhas feitas. Afinal, bem já disse Voltaire uma vez: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las"



Liberdade de escolha. E respeito pelas decisões que não são suas. Já pensou nisso?

4 comentários:

Erika Psica Ravani disse...

Gostei do texto... Tem gente q assume a opção sexual e não a vivem plenamente. Típicos artistas q se assumem homossexuais e vivem entre idas e vindas em seus relacionamentos, cada acontecimento é intensamento explorado pela mídia. Sei que isto é um extremo, mas a sua vida sexual é uma coisa pessoal e não comunitária. Mas por outro lado, penso em minha mãe, meus irmãos, pessoas queridas; talvez você ou a pessoa q vc ame gostaria de ser apresentada como namorada(o) para estas pessoas especiais prá vc. Há outros casas de pessoas que tem uma vida dupla, são casadas, tem namorada(o) e tem um relacionamento homo. Certo ou errado? Eu não sei dizer...

Apenas cito um pequeno conto Budista

Buscador: "Ensina-me o caminho para a libertação."
Mestre Zen: "Quem te mantém atado?
Buscador: "Ninguém."
Mestre zen: "Então, por que buscas a libertação?"

Beattrice disse...

Ah meninas... Isso é tão complicado, mas deveria ser simples né?! Eu sou uma filha que a mãe (pai já é morto há muito tempo) acha natural eu ser uma sádica dominadora, dar uns tapas na cara da homarada y otras cositas mas, no entanto se eu disser pra mesma que já fiz sexo com mulheres ou que estou apaixonada por uma, ela enfarta... risos. ? Morre na hora... Chato, pq isso acaba me travando um pouco, se bem que terapia me fez um bem, hoje me permito muito mais. Gosto de gente, me apaixono antes por mentes do que que por homens ou mulheres. "Ainda" não namorei uma mulher pq não aconteceu de nenhuma me encantar a ponto, mas... Nunca digo nunca. Amo o corpo feminino, os sabores tão mais deliciosos que os dos homens, os seios roçando no corpo. Sou muito mais acostumada a heterossexualidade do que certa da mesma. Pq a sociedade reza que ser isso é certo e ser aquilo é errado né? A gente só devia ser feliz... Acho que só assumiria se estivesse realmente apaixonada, pq sei que estaria comprando uma briga com o mundo, mas... Ah o amor é tão lindo, pra que limitar?

Unknown disse...

belo texto
cabe a cada um decidir se sai ou não do armário =]
gostei daki
tomei a liberdade de linkar vc em meu blog =]
suave seja!
bjOs..no coração
meu blog
http://ladybutterfly.zip.net

Petit disse...

Vivien,

Obrigada. Tentei comentar em seu blog, mas ainda não consegui.

E desde já, faço votos de que volte mais vezes... Poucas atualizações, mas por problemas que serão sanados em breve.

Obrigada
Petit